Resenha do Filme: Elvis
No mundo do cinema, poucas figuras são tão icônicas quanto Elvis Presley. O filme “Elvis”, dirigido por Baz Luhrmann e estrelado por Austin Butler no papel principal, mergulha profundamente na vida e carreira do Rei do Rock, trazendo à tona não apenas sua música e performances, mas também os desafios pessoais e profissionais que ele enfrentou ao longo dos anos. Neste post, vamos explorar os aspectos mais fascinantes de “Filme: Elvis”, destacando como a atuação de Austin Butler e a direção visionária de Luhrmann capturam a essência deste ícone cultural e a relevância contínua de sua obra. Venha conosco nessa jornada cinematográfica para entender por que “Filme: Elvis” é uma homenagem digna ao legado do Rei.

Agora, escute aqui. A única coisa que me interessa é que esse homem suba naquele palco essa noite!
Eram 21:53, do dia 11 de março, um dia antes do Oscar e os meus olhos já estavam fascinados pelas imagens que passavam bem diante deles, de um Elvis caído, exausto e seu empresário quase em desespero vendo ele naquele estado e um show prestes a começar.
O filme já começa assim, de forma impactante, que nos prende a frente da tela e com mil perguntas em nossa cabeça: O que aconteceu? Por que Elvis está tão exausto? Quem são essas pessoas? E a pergunta mais importante: Por que não ajudaram de verdade Elvis Presley?
Começamos querendo saber quem é o rei do rock e logo nos primeiros 10 minutos de filme, nossas perguntas mudam completamente, o coração dispara, um desconforto que não sai do nosso estômago, mas o rei do rock (tão bem representado por Austin Butler) nos revira a mente e ficamos fascinados, querendo mais e mais dele, de sua magia, do poder de sua voz, dos sensuais requebrados, da sua presença enigmática.
Seu nascimento, sua infância, a descoberta da música e a sua ingenuidade, vamos nos apaixonando pelo rei do rock aos poucos e de forma brusca, o filme consegue retratar Elvis Presley de forma brilhante.

Não, eu não o matei. Eu “criei” Elvis Presley!
Tom Hanks representando “Coronel” Tom Parker, seu empresário, aquele que nos apresenta Elvis Presley neste filme, consegue o que poucos atores conseguem com tanta maestria, fazer o telespectador odiá-lo com todas as suas forças.
O diretor Baz Luhrmann nos entrega um verdadeiro show, muitas luzes, muitas cores, conflitos, e acima de tudo muita música e vamos entrando no seu ritmo, querendo dançar e cantar.
Os ternos exagerados, a gola pra cima, sua voz poderosa, sua dança envolvente, Elvis foi um transgressor para a sua época. Mesmo quando aceitava ordens, logo depois as colocava em dúvida, e quando tentavam (por muitas vezes) acabar com ele, colocá-lo em um envelope sem que não lhe pertencesse, o rei voltava e voltava melhor e maior. Mais música, mais brilho, mais requebrado, mais magia e um público cada vez mais delirante pelo rei do rock.
Austin Butler, o talentoso ator que dá vida a Elvis Presley no filme “Elvis”, tem se destacado por sua impressionante preparação para o papel. Com 1,83 m de altura, Butler mergulhou profundamente no universo do Rei do Rock para entregar uma performance autêntica. Ele passou meses estudando minuciosamente a vida e os trejeitos de Elvis, inclusive aperfeiçoando sua voz e movimentos de dança característicos. Além disso, Austin trabalhou intensamente com treinadores vocais e de dança para capturar a essência de Elvis nos palcos. Sua dedicação e comprometimento são evidentes na tela, tornando a interpretação de Elvis uma das mais memoráveis de sua carreira. O que está achando da nossa resenha do filme Elvis?
Olivia DeJonge, a atriz australiana que interpreta Priscilla Presley no filme “Elvis”, traz uma profundidade e sensibilidade incríveis ao papel. Com sua atuação cativante, DeJonge captura a complexidade da relação entre Priscilla e Elvis, mostrando tanto os momentos de amor quanto os desafios que enfrentaram. Para se preparar para o papel, Olivia estudou a vida de Priscilla em detalhes, mergulhando em suas memórias e entrevistas para entender melhor sua perspectiva. Sua interpretação adiciona uma camada essencial ao filme, proporcionando uma visão mais completa da vida pessoal do Rei do Rock.
Tom Hanks, um dos atores mais respeitados de Hollywood, assume o papel do Coronel Tom Parker no filme “Elvis”. Interpretando o enigmático e controverso empresário de Elvis Presley, Hanks traz uma profundidade e nuance únicas ao personagem, explorando suas complexas motivações e a influência significativa que teve na carreira do Rei do Rock. A atuação de Hanks destaca o lado manipulador e, ao mesmo tempo, visionário de Parker, oferecendo ao público uma perspectiva intrigante sobre a dinâmica entre ele e Elvis. Sua interpretação habilidosa adiciona uma camada crucial à narrativa do filme, enriquecendo ainda mais a experiência dos espectadores.
Um reverendo, certa vez, me disse: “Quando as coisas forem perigosas demais para dizer, cante.”
O diretor Baz Luhrmann também nos brinda com uma crítica às grandes empresas e empresários, que apagam o brilho de nossos artistas, os escravizam e quando não são bem atendidos em suas exigências simplesmente acabam com suas carreiras.
Crítica que pode passar despercebida, mas fica na boca aquele gosto amargo e a pergunta que não quer se calar: o que teria sido da vida do rei se ele tivesse tido a oportunidade de ter um empresário melhor?
E a segunda pergunta que vem como um soco no estômago: E os nossos artistas hoje em dia, como estão sendo tratados?
Já te adianto querido leitor, não tão diferente do que Elvis Presley foi tratado, infelizmente! De forma diferente, mas não menos desrespeitosa e abusiva em diversos casos, tais como: .

Se for seu sonho, vai conseguir, amor. (Priscilla)
Não tenho mais sonhos. (Elvis)
E é com essa frase, que podemos sentir toda a sua dor e o seu cansaço, o rei do rock se desnuda com quatro palavras bem diante dos nossos olhos e meu coração naquele momento parou, sangrou e sofreu por ele… Pelo que foi feito dele. Não tinha como não saber para qual destino estávamos nos aproximando, e mesmo assim, não conseguia deixar de admirar seu trabalho, sua força, seu empenho, me sentindo como um vagalume atraído pela luz, será que era assim que seus milhares de fãs se sentiam naquela época?
O abuso de drogas, o abuso de fast food, a solidão, o gosto amargo da traição do seu empresário, de ser escravizado e não encontrar uma saída. O que fizeram com o rei do rock? Aonde o nosso rei do rock poderia ter chegado? O quanto de brilho, de sua estrela, foi apagado por aquele empresário e todos os outros sanguessugas que estavam ao seu redor?
Elvis é um filme que me impressionou do início ao fim, com cenas cheias de significado, muita música, mas muita tristeza também. Um filme emocionante com toda certeza.
Não passou despercebido por mim menções a Beatles, The Jackson 5 (sim leitor, estamos falando de Michael Jackson), entre outros.
Elvis teve poucos amigos verdadeiros, mas ninguém conseguiu tocar sua alma ao ponto de tirá-lo do inferno em que se encontrava.
Eu pergunto a você leitor: o que teria sido do nosso rei do rock se estivesse em boas mãos?
Elvis Presley, um homem à frente do seu tempo, livre de preconceitos, totalmente influenciado pela cultura afro-americana, blues estava no seu sangue, liberdade, rebeldia, rock. Um homem que influenciou e influencia gerações de fãs e artistas.
Austin Butler e Baz Luhrmann, nos presenteiam com o que há de melhor e pior na vida do astro. E não posso deixar de dizer, o final estremece qualquer coração! Espero que tenha gostado da nossa resenha do filme Elvis, até a próxima!
O filme “Elvis” foi amplamente aclamado pela crítica e recebeu várias indicações em diversas premiações prestigiosas. Destacou-se particularmente no Oscar, onde foi indicado em categorias como Melhor Ator para Austin Butler, Melhor Direção de Arte e Melhor Figurino. No Globo de Ouro, “Elvis” também brilhou, com Butler levando para casa o prêmio de Melhor Ator em Filme de Drama. Além disso, o filme foi reconhecido no BAFTA, onde recebeu indicações para Melhor Ator e Melhor Direção de Arte, conquistando o prêmio de Melhor Figurino. No total, “Elvis” acumulou mais de 30 indicações e ganhou 10 prêmios, solidificando seu lugar como uma das produções cinematográficas mais celebradas do ano.
Onde assistir: Prime Video